sexta-feira, 30 de julho de 2010

Meu grande amor

Você chegou do nada

Como quem não queria nada
Mas aos poucos foi crescendo
Crescendo tanto que me conquistou

Não foi por querer, nem
Mesmo de propósito
Foi por acaso que encontrei você

Numa simples tarde
Em uma simples praça
Lá estava você
Sentado olhando pro nada

Falava com alguém
Mas não tinha ninguém
Parecia um maluco
Mas simplesmente não era nada
Era só você e mais ninguém

Você gostava de olhar para o nada
E pensar, e de sua boca lindas palavras ecoavam no ar...
Então percebi que não falava com ninguém
Apenas recitava poesias... Lindas poesias que não eram pra ninguém

Foi assim que me encantou
E de um simples ninguém
Pra mim se tornou alguém
O meu grande amor.

Amo amar

Tenho amor
ele me impulsiona,
me faz acreditar na vida
sinto-me a mais feliz das criaturas,
amo, amo sem condições, nem roupagens,
sempre tive o amor gravado
tatuado no meu coração
amo a razão pura e simples de viver
amo quando posso ajudar um irmão
amo diante das dificuldades
amo perante as incertezas
amo a manhã que surge nublada
amo até mesmo a tarde de chuva
amo o dia quente de sol
amo a noite morna sem amor
amo meus novos amigos
amo até mesmo aqueles que me detestam
amo a intensidade do meu coração
amo tudo e todos
da maneira mais intensa
muito mais verdadeira
que qualquer ser humano ama
seus próprios irmãos...
Assim como eu amo
espero um bocadinho do teu amor
amor amigo...
amor entre todos os seres vivos
até mesmo amores impossíveis.

O que fui...O que sou...

Já fui sombra...

Em noites enluaradas,
vagando escura na estrada...
Fantasma mal assombrado,
de medo, alimentado...

Nuvem escura,
que veda o sol e augura...
Presságio de vendaval
a desabar em minha cabeça...
Fui juiz de minha própria sentença,
sentei-me no banco dos réus...
Condenada, culpada, infiel...

Fui atalho,
bifurcação dos caminhos,
empecilho predestinado
a embaralhar os destinos...
Desarrimo, desatino, descaminho.
Pedra fincada na planta do pé,
riscando pegadas,
sangrando jornadas...

Fui cobertura de sapê.
Aguapé ... em tempo de estio.
Desvio de um rio
que nunca chega ao mar...
Anjo de asa quebrada
sonhando poder voar...

Agora sou
o que a vida traçou.
Apenas alguém...
Ou simplesmente...
...ninguém...

(Carmen Lúcia)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eternamente sua.

Meus olhos não acreditaram quando te vi,

Apesar do meu corpo já saber que te queria
Apesar da minha boca há muito chamar por ti
Invadiste meu íntimo particular com sabedoria
E correspondeste ao teu desejo por mim.
Pensei que só eu sentisse vontade de você,
Mas quando seu perfume suave e marcante,
Misturou-se ao cheiro do meu, apaixonante,
Nossos corpos tornaram-se um único ser
E nessa noite fui eternamente sua mulher.

Quando nossos laços entrelaçaram-se
E todos os nós num gesto desataram-se,
Fomos dois num só, completando-se.

Eu, sem você, não me sinto inteira,
Um todo sem sua outra metade
Buscando a plena felicidade.